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“Quanto mais a gente cresce, mais gente a gente ajuda a crescer”

Sidney da Silva – voluntário

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Sidney da Silva – voluntário

Category : Nossas Estrelas

dsc07183Sidney da Silva Policarpo, 76 anos, é morador do Jardim Paris há 44 anos e acompanhou de perto o desenvolvimento do bairro no início da fundação do Movimento Comunitário Estrela Nova.

Paulistano, casado e pai de cinco filhos, Sidney chegou na região do Campo Limpo em 1972.

Sua aproximação com o Estrela Nova se deu na década de 1980, por meio de sua esposa Wilma, que começou a participar voluntariamente de um grupo de pessoas que realizava ações para melhorar as condições de vida da comunidade. Enquanto ela fazia pães, cuidava de crianças na creche e coordenava a escolhinha, ele fazia tijolos e ajudava nos mutirões para a construção de vielas e da estrutura na qual hoje funciona a sede e a quadra da instituição.

“Naquela época, o bairro não tinha nada e as pessoas não sabiam o que fazer. Foi então que chegou o casal Jos e Emi Schoenmaker, com muitas ideias e uma conversa de vai e vem, convocando os moradores para se movimentarem em prol de algo”, explicou Sidney sobre a fundação do Estrela Nova.

Para ele, um dos momentos mais marcantes naquele período foi a inauguração da Padaria Estrela Nova, a qual se tornou gerente. “Foi o primeiro comércio da comunidade. Imagina o quanto facilitou para os moradores que precisavam descer até a Estrada do Campo Limpo para comprar um pão”, enfatizou.

Após dois anos de envolvimento com a organização legalmente instituída, o fundador foi convidado a fazer parte da diretoria, sendo eleito como presidente do Estrela Nova por duas vezes, de 1988 a 1991.

Ainda nos anos 1990, o que até então era voluntário, se tornou oportunidade de emprego. Sidney, que trabalhava como corretor em uma empresa de seguros há 15 anos, foi registrado pelo Estrela Nova e começou a desempenhar o cargo de coordenador financeiro, durante cinco anos.

“Conviver com Jos e Emi foi uma ótima experiência. Aprendi muito, principalmente a me relacionar com as pessoas e a importância de ser comunitário”, afirmou o graduado em Antropologia pela Universidade de São Paulo, graças ao incentivo que a organização lhe ofereceu para completar os estudos.

Quando saiu do Estrela Nova para se aposentar, o fundador se afastou das atividades da organização, mantendo-se apenas como associado e participante das assembleias anuais, até os dias de hoje.

“O Estrela Nova foi um marco no bairro. Revolucionou a região, naquela época”, afirmou Sidney com orgulho. E completou: “Minha esperança é que esta organização cresça ainda mais e seja mais bem reconhecida na região, porque é um espaço que dá oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional a muitas pessoas”.

O Estrela Nova agradece por toda a dedicação de Sidney e sua esposa Wilma, contribuindo com o desenvolvimento da comunidade com a construção de uma entidade social que permanece viva há 32 anos.

 

 


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